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NOSSO PÁROCO: Padre José Rodrigues Filho Sac

“Com a Graça de Deus eu sou o que sou” (1Cor 15,10)

Sou o Padre José Rodrigues Filho, nascido aos 15 de Abril de 1965, na cidade de São João da Ponte, Diocese de Montes Claros – MG. Sou o décimo primeiro duma família de doze irmãos. Meus pais, pessoas simples do campo, mas com muita sabedoria e experiência de fé que com grande testemunho de vida, recebia o carinho e o respeito de todos os habitantes daquela Vila e redondezas. Era em minha casa, que meus pais recebiam os grandes políticos e autoridades daquela época e inclusive o Padre que passava por aquelas terras uma vez por ano onde aproveitava a ocasião para realizar todas as cerimônias como; casamentos, batizados, primeiras comunhões, procissões etc, porque daí só no ano seguinte voltaria. Toda aquela movimentação de políticos, atos religiosos e outros acontecimentos daquela festa me chamavam muito a atenção mas, as celebrações religiosas eram as que eu mais gostava e fazia questão de participar em todas elas. Curioso é que, neste intervalo de um ano, sem a presença do sacerdote, o povo não deixava de ir às celebrações que eram ministradas pelos próprios leigos, chamadas de cultos dominicais, e que muitas vezes eram realizados na minha casa e na casa de muitos daqueles moradores.     Meus pais nunca deixaram de levar-nos a estas celebrações. Dentre tantos brinquedos que eu possuía, nos quais brincar de carrinhos e “celebrar missa” eram os meus preferidos. Na verdade era brincar de ser padre. Celebrava as “missas” com bolacha maria e suco de uva, na sala da minha casa e quando estava cansado de brincar com os meus carrinhos, fazia procissões pelo quintal benzendo árvores e pedras que eu encontrava.

         Fui crescendo e depois de ter concluído o quarto ano primário, meu pai, com a finalidade que eu e minha irmã mais velha estudássemos, comprou uma casa na cidade de Januária, também em Minas Gerais. Cidade pacata mais muito acolhedora onde cresci, tanto em estatura, como em conhecimento, aprendendo de fato o que a vida era. Foi aqui que passei muitas privações, pois vivia longe de meus pais, longe da minha terra, longe da minha família, longe dos meus amigos e dos meus brinquedos.

          Nunca abandonei a Igreja, pois mesmo longe de quem poderia me incentivar, que era a minha mãe, continuei firme na minha fé, agarrado somente e no principal, nas mãos do meu Senhor. Era eu e Deus embora não tendo tantos momentos felizes, mas sentindo que Ele me levava em seus braços pois, algo para mim estava reservado. É certo que não tinha tanto empenho na minha Paróquia e limitava-me apenas às Santas Missas dominicais, mas sentia que Deus me sustentava ao longo da semana porque também carregava comigo a responsabilidade de não deixar apagar a chama da fé que Ele mesmo acendera e agraciou-me com o dom da fidelidade aos meus pais que embora sem grande cultura mas com grande sabedoria divina, souberam transmitir-me os valores da nossa religião.

         Conforme eu crescia, também cresciam as tentações. Conclui o meu segundo grau, trabalhava numa loja de moveis e eletrodomésticos, tinha minha namorada e namorava firme para casar. Já tinha minha vida quase toda estruturada, quando de repente bate uma insegurança, uma incerteza, enfim, um grande vazio...

         E eu que já não trabalhava mais de empregado e como patrão, num repente tomo uma decisão de entregar tudo para um dos meus irmãos, tomando somente o dinheiro da passagem e partindo para o Rio de Janeiro, onde, assim que fosse possível, eu entraria para o Seminário. Chegando aqui no Rio, é claro que não foi nada fácil, mas foi neste intuito de não querer receber nenhuma influência familiar ou amiga que de livre e espontânea vontade entraria para ser formado na Escola de Cristo. 

         Depois de três meses residindo em Niterói, procurei o Seminário São José. Acolhido pelo Reitor da época, Cônego Rui Ventura, fiz discernimento vocacional e daquele ano de 1990 até 1994, fui seminarista diocesano. Estudando na Escola Teológica do Mosteiro de São Bento, percebi que a minha vocação era ser Palotino.

         Fiz discernimento e em 1995 entrei para o Noviciado. Em 1998, fiz minhas promessas perpétuas e fui ordenado Diácono e em 1999, fui ordenado diácono e no dia 12 de junho deste mesmo ano, fui ordenado Padre pelas mãos do Sr. Bispo Dom Alano Maria Penna, na Igreja da Divina Misericórdia no Rio de Janeiro. Antes mesmo de completar um ano de Padre, fui enviado por Deus a terras lusitanas onde trabalhei na Diocese de Lisboa por dez anos.

         Depois fui para Itália, mais propriamente dito, Roma para estudar Espiritualidade Palotina e Teologia da Vida Consagrada. Estes estudos eram uma preparação, pois ao regressar ao Brasil, deveria eu trabalhar na formação. Aqui estou, como diretor do Postulantado que significa a primeira etapa da formação.    Estou amando meu novo trabalho porque adotei a expressão mais sublime de Santa Terezinha do Menino Jesus, padroeira das missões; “No coração da Igreja minha vocação é amar”.

         Agradeço a Deus por me ter levado sempre em seus braços de Pai.  Por me ter chamado a ser Palotino, por me ter chamado ao sacerdócio. Sou muito feliz pois sinto-me realizado  vocacionalmente. Sou verdadeiramente apaixonado por Cristo, por Maria Santíssima, minha mãe, por esta Igreja que é expressão concreta do amor e da misericórdia de Deus. E com e pela Graça de Deus eu sou o que sou.

ARQUIDIOCESE DE NITERÓI

PARÓQUIA SÃO SEBASTIÃO DE ITAIPU

Arcebispo: Dom José Francisco Rezende Dias

Pároco: Pe José Rodrigues Filho Sac

Estrada Francisco da Cruz Nunes 8429 - Itaipu - Niterói - Rio de Janeiro - Brasil - Cep. 24340-000

Tel.: (21) 2709-4056

E-mail: saosebastiaodeitaipu@gmail.com